Os resultados líquidos da Maersk Line caíram 43% no ano passado, face a 2014, e deverão afundar-se ainda mais este ano, antecipa a companhia dinamarquesa.

Maersk

Em 2015, a Maersk Line lucrou 1,3 mil milhões de dólares, valor que compara com os 2,3 mil milhões apurados em 2014.

A quebra nos lucros é justificada pela empresa pela redução da procura que, associada à baixa do preço do bunker, forçou o afundanço de cerca de 25% dos fretes para níveis historicamente baixos (2 209 dólares/FEU em 2015; 2 630 dólares/FEU em 2014).

E no entanto os volumes transportados até subiram, de 9,4 para 9,5 milhões de FEU, e os custos unitários foram reduzidos para 2 160 dólares/TEU, também à boleia do bunker, cujo preço médio da tonelada passou de 562 para 315 dólares. O EBITDA do exercício fixou-se nos 3,3 milhões de dólares (4,2 milhões em 2014).

Particularmente castigados pela conjuntura internacional foram os tráfegos da Europa e da América Latina, precisamente aqueles a que a Maersk Line está mais exposta. Tentando ajustar a oferta de capacidade, a companhia fechou quatro serviços e anulou 110 viagens ao longo de 2015 (cerca de metade só no último trimestre). E tendo recebido mais Triple-E, devolveu aos seus donos navios com um total de 84 mil TEU e imobilizou quatro navios com uma capacidade agregada de 372 mil TEU.

No que toca a previsões para 2916, a Maersk Line antecipa um crescimento da procura no intervalo de 1-3% e, porque o contexto não deverá melhorar, lucros substancialmente inferiores aos conseguidos no último exercício.

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