A forte degradação das tarifas médias, que nem o aumento dos volumes transportados nem a redução dos custos unitários lograram compensar, atiraram o resultado do primeiro semestre da Maersk Line para um prejuízo de 114 milhões de dólares, em contraste com o lucro de 1,2 mil milhões de dólares de há um ano.

SInes - Maersk Line

O resultado hoje anunciado superou as expectativas negativas dos analistas. A culpa foi do agravamento da situação do mercado no segundo trimestre.

No primeiro semestre, a Maersk Line transportou 5,02 milhões de FEU (mais do que os 4,69 milhões da primeira metade de 2015) mas a tarifa média caiu para 1 782 dólares/FEU (2 370 dólares há um ano). E assim de pouco valeu o aumento dos volumes, a redução dos custos operacionais unitários (de 2 342 dólares para 1 982 dólares) ou a quebra do preço do combustível (186 dólares contra 346 dólares/tonelada).

As receitas caíram de 12,5 mil milhões para dez mil milhões de dólares, o EBITDA (que foi de 2,2 mil milhões de dólares no período homólogo de 2015) ficou-se pelos 851 milhões de dólares, o resultado líquido foi negativo em 114 milhões de dólares (contra 1,2 mil milhões positivos) e o ROIC anualizado afundou para -1,1% (12,2% há um ano).

Excesso de oferta, falta de procura, redução do preço do combustivel são as explicações avançadas para o descalabro das contas.

E assim sendo, a Maersk Line avisa que o final do ano ficará muito longe dos 1,3 mil milhões de dólares de lucros conseguidos em 2015.

Os comentários estão encerrados.