No espaço de um ano, a Maersk Line viu a sua quota de mercado encolher 1,5 pontos percentuais. É o pior resultado entre as dez maiores companhias mundiais.

Maersk LIne perdeu 1,5 p.p. de quota num ano

Desde Novembro do ano passado, a capacidade de transporte da Maersk Line caiu 2,6%, de 4,11 milhões para 2,02 milhões de TEU, calcula a Alphaliner.

No mesmo período, a capacidade da frota mundial de navios porta-contentores cresceu 6% e atingiu os 22,69 milhões de TEU, acrescenta a consultora.

Em consequência, a quota de mercado da Maersk Line, medida em capacidade de oferta, caiu 1,5 pontos percentuais para 17,9%.

Olhando para os dez maiores operadores mundiais de transporte marítimo de contentores, a Maersk Line teve a maior perda de quota de mercado, conclui a Alphaliner.

Curiosamente, a MSC, parceira da Maersk na 2M, também cedeu ligeiramente na quota de mercado (0,2 p.p.) para 14,5%. CMA CGM e ONE mantiveram a sua capacidade de oferta. Todas as demais cresceram.

Nos antípodas da Maersk Line, a Cosco (com a OOCL) foi a que mais aumentou a sua quota de mercado: 0,8 p.p. para 12,3%.

Olhando para o próximo ano, a Alphaliner prevê que a Maersk Line continuará sob pressão dos seus rivais, uma vez que já anunciou que não comprará nem encomendará novos navios (tem em carteira apenas seis encomendas, num total de 73,6 mil TEU).

Ao invés, a Cosco deverá receber em 2019 muitos navios de entre os 16 (200 mil TEU) que têm encomendados, assinala a Alphaliner.

Entre os principais players, a Evergreeen é a que tem a maior carteira de encomendas (75 navios; 484 mil TEU), seguida da HMM (20; 396 mil) e da MSC (18; 332 mil).

 

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