A Maersk Line registou em 2016 um resultado negativo de 376 milhões de dólares, que contrasta com os ganhos de 1,3 mil milhões verificados em 2015. Em 2017, prevê voltar a superar os mil milhões de lucros.

Maersk

A depreciação dos fretes, consequência do excesso de oferta de capacidade, é a principal explicação para as perdas da Maersk Line no ano findo. A receita média por FEU caiu 18,7% para 1 795 dólares. O valor mais baixo dos últimos anos. E, por isso, não foi suficiente a redução de 13% nos custos operacionais unitários para 1 982 dólares/FEU (também o valor mais baixo do quinquénio). Por cada FEU carregado transportado, a companhia perdeu 187 dólares.

A evitar males maiores esteve o aumento dos volumes transportados, que subiram 9,4% para a casa dos 10,4 milhões de FEU, com a contribuição de todos os principais tráfegos, uns mais que outros.

Em termos globais, a Maersk Line atingiu um volume de negócios de 20,7 mil milhões de dólares, 13% abaixo do realizado em 2015.

Ao longo de 2016, o mercado mundial de transporte marítimo de contentores terá crescido 2-3%, enquanto a frota mundial de navios porta-contentores cresceu 4%. No caso da Maersk Line, a frota aumentou 9,4% para 3,2 milhões de TEU. A companhia tem encomendados 27 navios, com uma capacidade equivalente a 11% da actual, para serem entregues este ano e no próximo, com destaque para os 11 Triple-E de segunda geração de 19 600 TEU.

Regresso aos lucros em 2017

Para o ano corrente, a Maersk Line prevê superar os mil milhões de dólares de lucros. A APM Terminals, a Svitzer e a Maersk Container Industry, que com a Maersk Line integram a Divisão de Transportes e Logística, deverão registar um resultado líquido agregado de 500 milhões de dólares, em linha com o realizado em 2016.

Com o mercado a crescer 2-4%, a Maersk Line aposta em continuar a crescer de forma orgânica, com a digitalização e com a integração da Hamburg Süd.

 

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