A Maersk atingiu no segundo semestre um resultado operacional de 1,1 mil milhões de dólares no negócio Ocean. 25% acima do realizado há um ano.

O aumento dos volumes transportadores e das tarifas médias e a contenção dos custos permitiram à Maersk melhorar significativamente os resultados no segundo trimestre, em comparação com o período homólogo de 2018.

A área Ocean do grupo Maersk atingiu um volume de negócios de 7,2 mil milhões de dólares, 198 milhões de dólares acima do realizado há um ano.

Os volumes transportados atingiram os 3,447 milhões de TEU (cheios), o que representou um aumento homólogo de 1,4%, mas ficou abaixo dos 2% do mercado. A tarifa média subiu 1,5% e chegou aos 1 868 dólares/TEU).

Do lado dos custos, a Maersk conseguiu conter a factura do combustível e reduzir outros custos, nomeadamente com a racionalização do network.

E assim a margem operacional saltou para os 14,9% (contra os 12,3% de há um ano).

No acumulado do primeiro semestre, o volume de negócios chegou aos 14,1 mil milhões de dólares (13,8 mil milhões na primeira metade de 2018), o EBITDA tocou os 1,995 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões) e a margem operacional atingiu os 14,2% (11%).

Para o final do ano, a Maersk mantém a expectativa de crescer com o mercado, entre 1-3%.

No que toca à frota, concluído o processo de renovação a companhia descarta colocar encomendas de navios de grandes dimensões pelo menos até 2020.

“Guerra” comercial EUA-China

Mas as previsões encerram riscos e um dos maiores é a “guerra” comercial EUA-China, que pode “roubar” até 0,5% do mercado mundial de transporte marítimo de contentores.

Desde o grupo dinamarquês indicam que, embora o tráfego global de contentores tenha crescido cerca de 2% no segundo trimestre de 2019 em face ao mesmo período do ano passado, houve uma desaceleração generalizada em todas as principais economias, em resultado das crescentes restrições comerciais.

Em Abril, os EUA aumentaram as tarifas sobre as importações chinesas de 10% para 25%, num valor equivalente a 2-3% dos bens comercializados globalmente. Entretanto, já no início de Agosto, foram anunciadas taxas de 10% sobre 300 mil milhões de dólares adicionais, que entrarão em vigor a 1 de Setembro.

“Até agora, os importadores dos EUA transferiram as importações da China para outros países, como Vietname, Coreia do Sul, Tailândia, Índia e México”, afirma a Maersk no relatório de resultados do segundo trimestre.

Mas documento acrescenta que é expectável “que o impacto do novo aumento tarifário seja significativo para o comércio bilateral EUA-China e que possa, por si só, retirar até 0,5% da procura global de contentores em 2019 e 2020. Quando as tarifas dos EUA sobre os 300 mil milhões adicionais forem implementadas, isso pode resultar em uma redução de até 1% em 2020”.

O CEO do grupo dinamarquês, Soren Skou, alerta que o cenário de baixo crescimento não deverá terminar em breve e avisa, mesmo, que há a possibilidade de uma recessão, embora seja improvável que aconteça nos EUA em 2019 ou 2020.

Para todo o ano de 2019, o tráfego global de contentores deverá aumentar em 1% a 3%.

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