As exportações brasileiras de café e algodão, entre outras, estão a ser atrasadas devido ao overbooking pelos exportadores, denuncia a Maersk.

Maersk: exportações brasileiras ficam em terra por overbooking

A Maersk indica que aquelas exportações caíram pelo segundo trimestre consecutivo, devido à prática de alguns exportadores reservarem mais espaço nos navios do que aquele de que precisam, levando a que outros não consigam capacidade para as suas cargas.

“Os exportadores estão a prejudicar-se uns aos outros quando reservam espaço que acabam por não usar, porque isso aumenta os custos e coloca obstáculos a outros que não conseguem encontrar espaço em navios”, indica, num comunicado da companhia, o director da Maersk para a Costa Leste da América do Sul, Antonio Dominguez.

A Maersk informa ter embarcado menos 9% de café e algodão no Brasil no segundo trimestre em comparação com o mesmo período de 2017. No caso do açúcar transportado em contentores – ou seja, o que não é exportado a granel – a queda face ao trimestre homólogo do ano passado foi ainda maior: 33%. As exportações totais brasileiras efectuadas pela Maersk caíram 6% no trimestre em análise.

A companhia dá nota que uma grande colheita de algodão também contribui para a falta de oferta de capacidade de transporte marítimo.

Tanto o café como o algodão são, normalmente, transportados em contentores. Outras commodities, como grãos e açúcar, não enfrentam o problema, pois são por regra exportadas em navios graneleiros.

 

 

 

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