A Alphaliner prevê que a Maersk poderá alienar a APM Terminals e/ou a Damco, no âmbito da reestruturação que o grupo dinamarquês tem em curso.
Damco

As “escolhas de desinvestimento” terão de  ser feitas após a Maersk Line ter registado perdas operacionais de 111 milhões de dólares (98,5 milhões de euros) e um prejuízo líquido de 151 milhões (133,9 milhões de euros).

Aquele desempenho teve efeitos no lucro líquido global do grupo AP Moller-Maersk, que caiu para 118 milhões de dólares (104,6 milhões de euros) no segundo trimestre de 2016, contra 1 100 milhões de dólares (975 milhões de euros) no período homólogo do ano passado.

Segundo a Alphaliner, a nomeação, ocorrida em Junho, de Soren Skou para CEO do grupo indica que o transporte de contentores manterá um papel fulcral na estratégia da Maersk.

E nessa linha, a consultora avança que a alienação da APM Terminals será a escolha menos provável, não só porque se trata de um negócio lucrativo (apesar da deterioração dos resultados), mas também porque as sinergias com a Maersk Line são óbvias e constituem uma vantagem competitiva para a companhia de navegação face à concorrência.

Ao contrário, o desinvestimento na Damco, que a Alphaliner avalia entre mil e 1,4 mil milhões de dólares, terá um impacto positivo no balanço do grupo Maersk e prejudicará menos a operação da Maersk Line, considera a consultora.

O grupo Maersk  deverá anunciar mais pormenores sobre o plano de reestruturação em finais de Setembro.

 

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