A Maersk vai deixar de encomendar mega-navios e optar pelas aquisições e fusões num sector afectado por problemas de sobrecapacidade. A companhia dinamarquesa tem encomendados 27 navios a estaleiros asiáticos.

Maersk

Depois de, ao longo de décadas, ter marcado o passo da indústria do transporte marítimo de contentores com sucessivas gerações de ULCV, a Maersk aposta numa nova estratégia.

“Se a Maersk Line precisa de crescer, não faz sentido encomendar novos navios quando já há demasiadas embarcações no mercado”, afirmou à “Bloomberg” o presidente do conselho de administração do grupo Maersk, Michael Pram Rasmussen. “Por isso, se queremos crescer, precisamos de fazê-lo atrás de aquisições, para não inundarmos o mercado com mais navios”, acrescentou o executivo.

Rasmussen não rejeita, todavia, a estratégia anterior de encomendar porta-contentores cada vez maiores. “Antes, fez muito sentido quando decidimos encomendar navios específicos” mas agora “já há uma grande carteira de encomendas no mercado e, ao mesmo tempo, o comércio mundial não está a crescer por aí além”.

A Maersk Line tem 27 navios encomendados, correspondentes a cerca de 12% da sua actual frota. Entre eles contam-se 11 unidades de 19 630 TEU, com um preço unitário de 1,8 mil milhões de dólares. Serão a segunda geração dos Triple-E. As entregas estão previstas para 2017 e 2018.

Globalmente, a indústria de transporte marítimo de contentores conta com uma carteira conjunta de encomendas que representa cerca de 17% da frota global.

Michael Pram Rasmussen garantiu à “Bloomberg” que a Maersk está “bem equipada e pronta” para aquisições, mas recusou-se a comentar alvos específicos.

O presidente do conselho de administração da AP Moeller-Maersk indicou, ainda assim, que as opções tanto  incluirão companhias que se sobrepõem à oferta da Maersk, por permitirem “muitas sinergias”, como concorrentes fortes em áreas em que não está presente, dado que poderão assim “preencher uma lacuna” na rede da Maersk Line.

 

Os comentários estão encerrados.