A frota de porta-contentores imobilizada por falta de cargas poderá atingir em breve o milhão de TEU, o valor mais alto desde 2009, no auge da crise que assolou o sector, prevê o CEO da Maersk Line.

Actualmente, acrescentou Soren Skou, citado pela “Reuters”, cerca de 5% da frota mundial, equivalente a 800 mil TEU, estará já imobilizada, numa tentativa dos operadores para reduzirem a sobrecapacidade face ao abrandamento da procura.

A Maersk Line, disse, não tem navios imobilizados, mas já cortou 9,5% na oferta de capacidade no FE-Europa, e poderá reduzir ainda mais outro tanto, uma vez que 20% dos navios que tem fretados terminam este ano os respectivos contratos. Mas Skou admite, ainda assim, recorrer à paragem de navios lá para o Verão.

No ano passado, a sobrecapacidade de oferta, o abrandamento da procura e a subida do preço do combustível terá custado à indústria do transporte marítimo de contentores prejuízos na ordem dos 5,2 mil milhões de dólares, de acordo com a Drewry.

Soren Skou prevê que nos próximos anos a actividade crescerá a um ritmo anual médio entre os 5% e os 8%. Muito longe dos 10-11%/ano verificados nos últimos 25 anos.

No ano passado, a Maersk Line registou perdas de mais de 600 milhões de dólares. Agora o objectivo assumido é recuperar a rendibilidade das operações. Mas sempre defendendo, a todo o custo, a quota de mercado conquistada, acima dos 15%.

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