A Maersk Line espera crescer cerca de 3% este ano. Em linha com o mercado e os principais concorrentes.  Para isso conta com os novos navios, dos quais o primeiro Triple E de segunda geração já iniciou a viagem inaugural.

Madrid Maersk

Caso o mercado não cresça como previsto, o director de operações da Maersk Line, Soren Toft, afirma, citado em comunicado, que a companhia tem “uma poderosa capacidade de ajustar a rede à mudança de condições que muitas outras companhias não têm”.

O detalhar da estratégia de crescimento coincide com a entrega do primeiro de uma série de 11 navios de segunda geração de Triple-E, com capacidade para 20 568 TEU. Um total de 27 novos navios irá juntar-se à frota da Maersk Line em 2017 e 2018.

“O mercado global pode aumentar este ano ou não, mas são factores que não podemos controlar”, referiu Toft. “O que podemos controlar é a nossa posição como líderes de mercado e de custos e fortalecemos ambos com esses novos navios”, conclui o COO da Maersk Line.

Os responsáveis da companhia acreditam que a nova capacidade é necessária para atingir os objectivos de crescimento, após a taxa de utilização da capacidade ter atingido os 93% no ano passado.

O navio Madrid Maersk, agora o maior porta-contentores (por capacidade) do mundo, iniciou a viagem inaugural a partir de Tianjin, na China, a 27 de Abril, no serviço Ásia-Norte da Europa da aliança 2M.

A companhia dinamarquesa indica que esta mega-navio (ULCV) marca o início do plano de “substituir navios mais velhos e menos eficientes”.

A encomenda, avaliada em 1,8 mil milhões de dólares (1,65 mil milhões de euros), de 11 navios ULCV, foi assinada em Junho de 2015 com o estaleiro sul-coreano DSME. A capacidade nominal inicialmente prevista era de 19 630 TEU e não os 20 658 TEU do Madrid Maersk.

A carteira de encomendas da Maersk inclui ainda nove navios de 15 226 TEU da classe H, 46 metros mais curtos que os navios da classe Emma, e, por isso, capazes de operarem em portos mais pequenos nas rotas Norte-Sul, e sete navios feeder da classe Baltic, com 3 596 TEU de capacidade, concebidos para cumprirem as regulamentações de controlo de emissões do Báltico.

Uma encomenda de mais oito navios da classe H (originalmente de 14 000 TEU) foi  adiada por seis meses.

 

 

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