A Maersk pretende obter, até 2021, metade das receitas a partir das suas actividades terrestres, avança o CEO do grupo, Soren Skou.

“Hoje, cerca de 80% das nossas receitas vêm do transporte [marítimo] de contentores”, afirmou o líder da Maersk, em entrevista ao “Wall Street Journal”. “Espero que daqui a alguns anos estejamos muito mais perto de um cenário 50-50 entre os serviços oceânicos e não-oceânicos”, acrescentou.

Na entrevista ao jornal financeiro norte-americano, Soren Skou justificou a nova estratégia do grupo, iniciada em 2016, com a ressaca da crise financeira mundial de 2008. “Em 2011, o volume de negócios do grupo era de cerca de 60 mil milhões de dólares e em 2016 decaiu para perto dos 35 mil milhões”.

Acrescem agora, disse,  os novos desafios colocados ao transporte marítimo pela guerra comercial entre os EUA e a China.

Nos planos da Maersk estão a compra de mais plataformas logísticas, terminais de contentores e despachantes aduaneiros. Tudo para poder oferecer aos clientes um serviço completo e porta-a-porta.

A estratégia delineada por Soren Skou deverá estar implementada em 2021, acrescentou ao “WSJ”.

 

 

 

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