A Maersk cresceu no segundo trimestre em volumes e receitas, mas continuou a ser castigada pelo aumento dos custos do combustível.

Maersk continua a sofrer com o aumento do bunker

Entre Abril e Junho, a Maersk transportou 3,39 milhões de FFE. Um aumento de 26% devido sobretudo à integração da Hambur Süd. Sem ela, os volumes cresceram apenas 4,3%, mas ainda assim em linha (ou mesmo um pouco acima) com o mercado (subiu 4%).

As receitas aumentaram na mesma proporção (25%), para 6,9 mil milhões de dólares. Mas o frete médio recuou 1,2%, para 1 840 dólares, sobretudo devido à quebra de 5,1% nos tráfegos Leste-Oeste, que o aumento de 19% nos tráfegos intra-regionais compensou em boa medida.

O preço do bunker voltou a fazer mossa, tendo subido de 313 para 401 dólares/tonelada, e com isso os custos totais unitários aumentaram 6,8% para 1 961 dólares/FFE. A uma taxa fixa do combustível, os custos unitários baixaram 5,9%.

O EBITDA caiu de 876 milhões de dólares, há um ano, para 674 milhões de dólares, agora. A margem operacional baixou de 15,8% para 9,7%.

Ao longo do segundo trimestre, a capacidade da frota aumentou de 3,3 para 4,2 milhões de TEU (de novo, por causa da integração da Hamburg Süd).

Resultados semestrais

No balanço do primeiro semestre, a Maersk realizou um volume de negócios de 13,76 mil milhões de dólares (10,49 mil milhões há um ano), com o EBITDA a ficar-se nos 1,15 mil milhões (1,36 mil milhões).

Com a Hamburg Süd, a Maersk transportou 6,6 milhões FFE (5,3 milhões) a uma tarifa média de 1 836 dólares (1 789).

O preço médio da tonelada de bunker atingiu os 391 dólares (317).

 

 

 

 

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