O túnel ferroviário de São Gotardo, hoje inaugurado, deverá permitir retirar das estradas cerca de um milhão de camiões/ano, antecipa a Suiça.

Com uma extensão de 57 quilómetros, o novo túnel é o maior da Europa (destrona o túnel da Mancha, com 50,5 km) e do mundo (supera o de Seikan, no Japão, com 53,9 km). E é também o mais fundo, atingindo uma profundidade de 2,3 quilómetros sob os Alpes suíços.

A construção prolongou-se por 17 anos e teve um custo de cerca de 11 mil milhões de euros. em boa parte financiados pelas taxas de circulação rodoviária impostas aos pesados de mercadorias em território suíço.

De resto, o projecto foi determinado pela vontade política de transferir para a ferrovia o tráfego rodoviário de mercadorias, com isso poupando o ambiente e ganhando em tempo e fiabilidade. O percurso de 57 quilómetros será cumprido em cerca de 17 minutos. Nada mau, para mais tratando-se de um trajecto de montanha.

Cerca de 260 comboios de  mercadorias e 65 composições de passageiros deverão cruzar diariamente o novo túnel entre a Suiça e a Itália.

Que o impacto do projecto vai muito além das relações entre aqueles dois países prova-o a presença na inauguração de líderes europeus, do presidente francês e da chanceler alemã. E, de facto, com o túnel de São Gotardo é agora possível ligar, sem estrangulamentos, o Norte e o Sul da Europa, o mesmo é dizer os portos de Roterdão ou Antuérpia ao porto de Génova passando pelos centros industriais alemães.

 

 

 

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