Enquanto não avança a principal empreitada de modernização da Linha do Oeste, a Infraestruturas de Portugal anuncia para este mês mais um concurso de 5,8 milhões de euros.

A empreitada vai desenvolver-se ao longo de 43 quilómetros da Linha do Oeste (Sintra – Figueira da Foz), no troço entre as estações de Mira Sintra/Meleças (Sintra) e Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

A obra contempla a construção de desvios para cruzamento de comboios, obras de electrificação, intervenções em cinco estações e seis apeadeiros e construção de uma subestação de tracção eléctrica em Runa, no concelho de Torres Vedras.

Juntam-se também obras de automatização e supressão de passagens de nível, a construção de nove passagens desniveladas, a reabilitação de quatro túneis e instalação de sinalização electrónica.

Numa portaria publicada hoje em Diário da República, os secretários de Estado do Orçamento e Infraestruturas autorizam a IP a proceder à repartição de encargos do contrato, entre este ano (156 mil euros), 2020 (2,2 milhões de euros), 2021 (3,3 milhões de euros) e 2022 (150 mil euros).

Em Maio do ano passado, a IP lançou um concurso público de 4,9 milhões de euros para suprimir as passagens de nível no troço entre Meleças (Sintra) e Mafra, o primeiro concurso no âmbito do projecto de modernização da Linha do Oeste.

Aguardada há décadas, a modernização da Linha do Oeste está orçado em 112,4 milhões de euros, de acordo com a Declaração de Impacto Ambiental, datada de Junho de 2018, mas o principal concurso público não foi ainda lançado.

O projecto incide em 87 dos 200 quilómetros da ligação, entre as estações de Mira Sintra-Meleças (Sintra) e de Caldas da Rainha. Em causa estão obras de electrificação e duplicação da via, a rectificação de curvas,
a criação de variantes ao traçado actual, a supressão de passagens de nível e a sua substituição por passagens superiores ou inferiores e a instalação de sinalização nas estações e apeadeiros.

Com prazo de execução de 18 meses, as obras serão realizadas em duas empreitadas. O investimento é financiado a 85% por fundos comunitários, oriundos do COMPETE 2020.

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