O transporte ferroviário de mercadorias em Portugal cresceu 7,8% no ano passado, ultrapassando os 11 milhões de toneladas, calcula o INE.

CP Carga

Depois de um terceiro trimestre praticamente flat, em termos homólogos, o transporte ferroviário de mercadorias acelerou 6,4% entre Outubro e Dezembro, tendo o ano encerrado com um total de 11,1 milhões de toneladas. (À entrada para o último trimestre, a CP Carga estimava poder atingir os 9,9 milhões).

Mais mercadorias viajaram de comboio e em percursos maiores. Em toneladas-km, no ano de 2015 verificou-se um crescimento homólogo de 9,1%, com um registo total de 2,6 mil milhões. Mas aqui, ao invés, a segunda metade do exercício terá sido pior que a primeira: no terceiro trimestre o crescimento foi de 3,3% e no quarto ficou-se pelos 4%.

Mais de 130 milhões de passageiros

Já o transporte ferroviário de passageiros cresceu, em 2015, apenas 1,7% face a 2014, para um total de 130,4 milhões de utilizadores.

O transporte interurbano (em que se destaca o serviço Alfa) deu o principal contributo para o crescimento verificado, ao subir 2,4% e atingir os 14,96 milhões de passageiros.

Os serviços suburbanos de Lisboa e Porto continuaram a garantir a “fatia de leão”, com 115,2 milhões de passageiros, com uma subida homóloga de 1,6%.

O serviço internacional, por seu turno, avançou 5,6% e atingiu os 226 mil passageiros.

Metros transportam 208 milhões

Os metropolitanos de Lisboa e Porto e do Sul do Tejo transportaram, no ano passado, 207,7 milhões de passageiros.

Verificou-se, assim, um crescimento homólogo de 2,8% e uma aceleração do ritmo de captação (ou recuperação…) de passageiros, uma vez que em 2014 o mercado apenas aumentou 1,9% (face a 2013).

O Metropolitano de Lisboa garantiu, só por si, 139 milhões de passageiros (mais 3%), enquanto o Metro do Porto apenas avançou até aos 57,7 milhões de passageiros. Noutra dimensão,  o Metro Sul do Tejo cresceu 10,9% e chegou aos 7,7 milhões de passageiros.

Registe-se, por curiosidade mas não só, que no último trimestre de 2015 a taxa de ocupação da capacidade dos metros de Lisboa e Porto cresceu 0,7 pontos percentuais: chegou aos 24,5% na capital e atingiu os 19,2% na Invicta.

 

 

 

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