Em breve, mais de 600 mil contentores estarão conectados em tempo real, antecipa a Sea-Intelligence. Em 2025, serão provavelmente a regra.

Depois de um arranque cauteloso, de repente as principais operadoras de transporte marítimo de contentores renderam-se às vantagens anunciadas dos contentores conectados em tempo real. De tal modo que a Sea-Intelligence antecipa, no seu mais recente relatório semanal, que, até 2025, a maioria das companhias de navegação terá instalado o hardware necessário para terem os seus contentores online.

“Se isso adicionar o valor que todos acreditam, estamos claramente além de um ponto sem retorno, onde a pressão competitiva forçará todas os operadores a fornecerem esse recurso como uma questão obrigatória”, anota a Sea-Intelligence.“Enquanto, no passado, os contentores conectados eram vistos como um factor de diferenciação competitiva, em breve serão, de acordo com a consultora, uma “qualificação para se ser competitivo”.

São vários os exemplos de projectos de rastreamento anunciados por gigantes do sector ao longo das últimas semanas.

A subsidiária da Maersk Hamburg Süd está a equipar a frota de contentores refrigerados com rastreadores online. A MSC, a CMA CGM e a Maersk encomendaram, cada uma, 50 mil rastreadores para contentores secos da Traxens, enquanto a Hapag-Lloyd informou que equipará toda a sua frota de cerca de 100 mil contentores refrigerados com rastreadores da Globe Tracker, e sugeriu que alguns contentores secos podem ser equipados também.

Mais recentemente, a israelita Loginno anunciou, na exposição Nor-Shipping (perto de Oslo), no início deste mês, o vencedor de sua competição Contopia. A companhia irá equipar, gratuitamente, a frota de contentores da brasileira Log-In Logística com rastreadores.

 

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