A Grécia arrisca perder mais de metade dos seus armadores. Um estudo da Ernst & Young revela que 56% dos armadores gregos admitem deslocalizar as sedes para outros países, em resultado das alterações legais e fiscais aplicadas ao sector.

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A tributação e o quadro regulamentar são apontados como os principais motivos que levariam os armadores a buscarem novas bases, de acordo com o estudo, intitulado “Reposicionando a Grécia como uma capital marítima”. Singapura e Londres classificaram-se como os destinos alternativos preferidos.

A análise volta a advertir que, a menos que as regras mudem, os armadores gregos partirão. “Se o quadro legal do sector do shipping se tornar pouco competitivo, ou se outros países tiverem ofertas muito mais atraentes, então será possível uma grande fuga de companhias de transporte marítimo gregas”, avisa, no estudo da Ernst & Young, um empresário do sector.

O tratamento fiscal e legal atribuído aos armadores gregos tem sido um dos pontos de conflito nas relações entre a Grécia e a “troika” a propósito da ajuda financeira ao país, com os credores, e em particular a Alemanha, a exigirem que o sector pague mais impostos.

A União dos Armadores Gregos (UAG) avisa há vários anos que um êxodo para outros centros, na União Europeia e em outras paragens, poderá acontecer. “A perspectiva de deslocalização para países hospitaleiros para o transporte marítimo fora da Europa – ou mesmo na Europa, mas fora da União Europeia – já não é apenas hipotética”, referiu, num discurso realizado há um mês, o presidente da UAG, Theodore Veniamis.

 

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