A AP36, entre Ocaña (Toledo) e La Roda (Albacete), tornou-se a sexta concessão de auto-estradas espanhola a declarar-se insolvente. As dívidas do sector ascendem a milhares de milhões de euros.

A redução substancial do tráfego, a crise económica, a oferta de vias alternativas não portajadas e o incumprimento das obrigações pelo Estado são, uma vez mais, os motivos invocados, desta vez pela Ferrovial e pela Sacyr Vallehermoso, para justificarem a incapacidade da empresa em honrar os seus compromissos.

As dívidas da concessionária ascendem a 522 milhões de euros. A reestruturação deverá ficar concluída nos próximos meses.

A série negra das concessionárias de auto-estradas espanholas iniciou-se em Maio, com a AP41, que une Madrid a Toledo. A concessionária, participada e financiada pelo BES, cedeu a dívidas de 380 milhões de euros.

Seguiram-se-lhe a concessionária das radiais R3 e R5, com dívidas de 666 milhões de euros, a da Radial 4, com um passivo de 575 milhões de euros, e a da AE Cartagena-Vera, a dever 550 milhões de euros. No total, são cerca de 2,3 mil milhões de euros de compromissos financeiros.

O Ministério do Fomento assume que são nove as concessionárias em dificuldades.

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