A MAN quer vender mais autocarros em Portugal e com isso reforçar a liderança do mercado, adianta ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS o responsável comercial da área de autocarros da MAN Truck & Bus Portugal, José Neves.

No ano passado matricularam-se 510 autocarros (+41,3%) em Portugal. Desses, 209 foram MAN, que mais do que triplicou as vendas de 2017 e garantiu uma quota de mercado de 43%. Estes números valeram à marca alemã a liderança no nosso país.

A MAN pretende chegar ao fim de 2019 de novo no topo do mercado. “Temos uma equipa motivada e focada nos objectivos, uma marca que transmite confiança e modelos que cativam os clientes. Faremos o possível para superar os valores de 2018 e manter a liderança”, garante, em entrevista ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, o responsável comercial da área de autocarros da MAN Truck & Bus Portugal.

Como comenta o mercado de autocarros em Portugal no ano passado?

José Neves – O ano de 2018 revelou-se um ano particularmente positivo, na sequência do ano de 2017 em que foram desbloqueados cerca de cinco concursos públicos para aquisição de quase 400 unidades, para entrega até 2020. O expressivo aumento do turismo e a melhoria das condições da economia em Portugal permitiram quebrar a estagnação que se fez sentir no mercado por parte dos operadores públicos.

No caso concreto da MAN, por ter alcançado a liderança, esse balanço será ainda mais positivo…

José Neves – A liderança em 2018 era um objectivo e traduziu todo o empenho e trabalho desenvolvidos, bem como o reconhecimento da fiabilidade dos autocarros MAN.

Qual a distribuição das vendas de autocarros MAN em Portugal em termos de autocarros urbanos, longo curso, chassis e autocarros completos?

José Neves – A distribuição de vendas de autocarros MAN em Portugal apresenta a seguinte configuração: urbanos 50%, turismo 50%, chassis 90% e completos 10%. No caso específico dos autocarros completos de turismo, e indo ao encontro das necessidades identificadas nos clientes, os novos modelos de 13 metros em dois eixos motivaram um acréscimo de vendas nesta categoria.

Autocarros a GNC representam 40% das vendas

E no que toca a combustíveis?

José  Neves – No caso da distribuição de vendas MAN por tipo de combustível, o diesel continua a ser a principal opção correspondendo a cerca de 60%, contra 40% correspondente a GNC.

Que factores levaram a marca a ascender à liderança do mercado?

José Neves – Como já referi, a liderança da MAN é fruto de muito trabalho e empenho de equipas de venda e após-venda especializadas, com um conhecimento profundo do produto e do mercado, que conseguem transmitir a fiabilidade dos autocarros MAN. Para consolidar esta liderança, a economia dos autocarros MAN foi também um critério essencial, considerando que, actualmente, o consumo de combustível é um factor de decisão crucial.

Como compara a quota da MAN em Portugal com outros mercados europeus?

José Neves – Os resultados estão em conformidade com as directivas provenientes da sede em Munique, cujos resultados se traduzem num crescimento de penetração de mercado sustentado ao longo dos últimos seis anos.

Que impacto considera terem tido no mercado os planos de descarbonização do Governo em 2018 e 2019 e quantas unidades vendeu a MAN assim?

José Neves – O processo de descarbonização é um desafio complexo que implica diversas e abrangentes mudanças, mas é uma tendência inevitável e o sector dos transportes tem sido um dos líderes na dinâmica da descarbonização da mobilidade.

No ano que passou, 40% das matrículas de autocarros MAN contribuíram para a descarbonização e o objectivo presente para o ano 2019 é de 50%.

Considera o gás natural a solução para o transporte urbano e para o longo curso?

José Neves – O gás natural pode constituir uma solução para o transporte urbano e de longo curso, pois, sendo a descarbonização da mobilidade um dos pontos fulcrais actualmente, nota-se a tendência para a utilização de novas dinâmicas de mobilidade, principalmente nas cidades, onde há maior aglomeração de veículos, como a implementação de instrumentos de promoção da neutralidade carbónica tendo por base políticas fiscais.

Justifica-se a aposta nos eléctricos?

José Neves – Com o reforço dos investimentos nas infra-estruturas de cargas para veículos eléctricos a nível nacional, é importante oferecer soluções de mobilidade que permitam ao cidadão optar por comportamentos mais sustentáveis.

Assim sendo, a MAN apresentou no IAA 2018 o modelo Lion City E, que entrará em produção em 2020. No entanto, já dispomos actualmente para comercialização do MAN Lion City Hibrid, um autocarro urbano com tecnologia híbrida (diesel eléctrico), que permite a redução de emissões em cerca de 30%

A MAN Truck & Bus Portugal considera importante a colaboração com os carroçadores nacionais?

José Neves – Apesar de termos disponível uma vasta gama de veículos completos, é essencial a colaboração com os carroçadores nacionais. Actualmente, 80% dos autocarros MAN são construídos em Portugal, com recurso a carroçadores nacionais e apenas 10% construídos num carroçador internacional.

Voltemos ao mercado. A marca espera continuar a beneficiar do programa de renovação de frotas dos operadores de transportes de passageiros portugueses?

José Neves – A MAN continuará empenhada em desenvolver um bom trabalho, em apresentar as melhores soluções e prestar o melhor serviço, e com isso revelará ser a melhor solução para os operadores de transportes de passageiros nacionais.

Qual o objectivo de vendas de autocarros MAN para 2019 em termos de unidades e quota de mercado?  

José Neves – Temos uma equipa motivada e focada nos objectivos, uma marca que transmite confiança e modelos que cativam os clientes. Faremos o possível para superar os valores de 2018 e manter a liderança.

Em relação à generalidade do mercado português de autocarros, como antecipa 2019?

José Neves – Prevemos um aumento de veículos matriculados. No entanto, a previsão é de um aumento de autocarros urbanos e um ligeiro decréscimo nos autocarros de turismo.

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