Os chineses da China Harbour Engineering Co (CHEC) e os sul-africanos da Transnet propõem-se investir mil milhões de dólares num novo porto de águas profundas em Moçambique.

Moçambique - Porto de Maputo

O projecto do porto de Techobanine, no distrito de Matutuíne, sul da província de Maputo, está a ser desenvolvido pelo consórcio Bela Vista H0ldings, que agrega a companhia chinesa e  a operadora ferroviária sul-africana, adianta o semanário local “Savana”.

Moçambique e Botsuana acordaram inicialmente este projecto em 2010, prevendo na altura um financiamento total de 7 mil milhões de dólares, para a construção do porto e de 1100 quilómetros de ligação ferroviária, com capacidade para processar 200 milhões de toneladas de carga diversa por ano.

Em 2011, o Zimbabué juntou-se à iniciativa, que prevê o financiamento por privados e concessão das infra-estruturas. No ano seguinte foi concluído o plano director do projecto e lançado um concurso público para a selecção da empresa responsável pelos estudos de viabilidade económica.

Segundo o “Savana”, os planos “estão em marcha” para a construção do porto “que poderá vir a aliviar de certa forma a pressão sobre o porto de Maputo e oferecer opções mais competitivas de acesso aos mercados internacionais por parte de alguns países da África Austral”.

Um consórcio internacional já finalizou os estudos preliminares de impacto ambiental e, em resposta às suas recomendações, os promotores decidiram escolher um local que dista 23 quilómetros da Reserva Especial de Maputo para a localização do porto, na Ponta Techobanine.

O novo porto irá facilitar e diversificar o acesso ao mar a alguns países da região, como o Botswana, Suazilândia e Zimbabué, além de encurtar a distância até à costa a partir de regiões produtoras de minerais no interior da África do Sul, com isso reduzindo os custos e “permitindo a sua colocação no mercado da Ásia a preços competitivos”, escreve o jornal.

A costa oriental africana é uma das zonas incluídas na estratégia comercial chinesa da Nova Rota da Seda, no âmbito da qual será apoiada a criação de novas infra-estruturas e zonas industriais.

A China Harbour Engineering Co. já tem a seu cargo as obras do novo porto da Beira, que se iniciaram em Setembro de 2015.

 

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