No primeiro semestre de 2014, as principais companhias de transporte marítimo de contentores sofreram perdas operacionais, calculou a Alphaliner. Os prejuízos foram, todavia, menores que no período homólogo de 2013. E o segundo trimestre foi melhor que o primeiro.

Cerca de 15 pontos percentuais separavam as margens operacionais da Maersk Line e da CSAV, no final do primeiro semestre. A companhia dinamarquesa, número um mundial, foi também número um nos lucros operacionais, atingindo uma margem de 7,3%. A companhia chilena, em processo de fusão com a Hapag-Lloyd, teve o pior comportamento ntre os 17 operadores considerados na análise da Alphaliner, com uma margem negativa de 7,8%.

Na comparação com o período homólogo de 2013, a Maersk Line melhorou a sua margem operacional em 2,2 pontos percentuais, ao passo que a CSAV afundou mais 2,3 p.p..

Na amostra de 17 dos principais operadores do mercado (que não inclui a MSC ou a Hamburg Süd, que não publicam os seus resultados), a margem operacional média no primeiro semestre foi negativa em 0,5%. Ainda assim, melhor que os -2,3% registados na primeira metade de 2013.

Entre Abril e Junho, as companhias atingiram mesmo uma margem operacional positiva média de 0,7%, contra os -1,9% do primeiro trimestre, assinala a Alphaliner, considerando os dados dos 15 operadores que divulgaram as performances trimestrais.

Entre as 17 companhias consideradas, apenas seis alcançaram margens EBIT positivas no semestre: Maersk Line, Wan Hai, CMA CGM, OOCL, K Line e a HJS. A Coscon ficou a zeros e as demais (NYK, Zim, EMC, Hapag-Lloyd, HMM, MOL, APL, Yang Ming, CSCL e CSAV) perderam dinheiro com as operações.

Na comparação com o período homólogo de 2013, 12 companhias melhoraram as suas margens (destaque para a Coscon, que passou de -8.9% para 0%) e cinco pioraram-nas (a Hapag-Lloyd teve a pior evolução, com uma quebra de 2,7 p.p.).

Apesar de tudo, a melhoria global dos resultados é atribuída pela Alphaliner ao aumento dos volumes transportados combinado com a redução dos custos unitários de transporte, que compensaram a pressão em baixa dos fretes.

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