O modo marítimo ganha no volume e o rodoviário no valor das mercadorias movimentadas no comércio internacional português. Juntos concentram mais de 90% do total.

Comércio internacional português depende do mar e da rodovia

Os dados são da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) e constam do relatório sobre “O tráfego marítimo de mercadorias no contexto da intermodalidade” hoje apresentado.

No ano passado, reporta a AMT, o comércio internacional português implicou um tráfego de 102,6 milhões de toneladas, avaliadas em 1214,1 mil  milhões de euros.

Na comparação com 2016, os volumes movimentados cresceram 5,6% e o valor das mercadorias aumentou 11,5%.

O modo marítimo assegurou o transporte de 58,8% das cargas, contra 33,3% do modo rodoviário, 1,3% do modo aéreo e 0,5% do ferroviário.

Considerando o valor das mercadorias, o modo rodoviário liderou, com uma quota de 60,6%, contra 28,2% do modo marítimo, 4,7% do aéreo e 0,5% do ferroviário.

A aparente contradição tem a ver, claro, com o tipo de mercadorias mais transportadas em cada modo. O caso mais evidente, e conhecido, é o do modo aéreo, em regra reservado a pequenos volumes de maior valor acrescentado.

O modo marítimo é o preferencial para o transporte de matérias-primas, e desde logo os produtos energéticos. O modo rodoviário serve essencialmente o transporte de produtos manufacturados.

O modo ferroviário é, neste contexto, o mais coerente na relação volume-valor, o que no caso significa que transporta poucas cargas e de baixo valor.

À importação, o modo marítimo assegurou 61,6% dos volumes (26,2% do valor), contra 29,9% (60%) do modo rodoviário, 0,6% (0,5%)do ferroviário e 0,1% (4,1%) do aéreo.

À exportação, as quotas do modo marítimo foram de 54,4% e 30,7% (respectivamente, em tonelagem e valor). O modo rodoviário atingiu atingiu 38,7% e 59,9%. O modo aéreo contou 3,3% e 5,4% e o ferroviário 0,4% e 0,6%.

Considerando os tráfegos nacionais e internacionais, no ano passado foram transportados 261,4 milhões de toneladas (mais 4,3% em termos homólogos), com o modo rodoviário a reter 60,4%, o marítimo 35,4%, o ferroviário 4,1% e o aéreo 0,2%.

» O tráfego marítimo de mercadorias no contexto da intermodalidade 2017

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