Já este ano, a WestSea, que assumiu as operações dos ENVC em Viana do Castelo, deverá reparar 20 navios. Na calha estão dois NOP para a Marinha, a reconversão do Atlântida, vários navios-hotel. Ao invés, em Aveiro, a Navalria, o outro estaleiro do grupo Martifer, está com reduzida actividade.

No próximo ano, a WestSea prevê atingir um volume de negócios de 40-50 milhões de euros, e a partir daí crescer organicamente a uma cadência de 10% ao ano. Os números são de Carlos Martins, líder do Grupo Martifer, que detém a subconcessão dos ENVC, em declarações ao “Negócios”.

Para isso, o empresário conta desde já com um contrato para a construção de dois NOP para a Marinha (e aposta numa parceria com a Armada para a internacionalização do negócio) e com a reconversão do Atlântida (que hoje mesmo deverá rumar do Alfeite para Viana do Castelo).

Mas não só. Na calha estará a construção de vários navios-hotel, de diferentes dimensões, para a Douro Azul mas também para a Vicking Cruises e outros operadores. A ideia é construir dois navios do tipo por ano, avançou Carlos Martins.

A estratégia do grupo passa por concentrar a construção naval em Viana do Castelo e especializar a Navalria na reparação. Certo é que, se para os ex-ENVC se perfilam negócios de milhões, em Aveiro a actividade está em baixa: no ano passado, o volume de negócios foi de 14 milhões de euros (com a conclusão do último navio-hotel para a Douro Azul) mas este ano ficar-se-á pelos quatro milhões, e os lucros de 200 mil euros deverão passar a prejuízos, embora ligeiros.

A WestSea mantém o objectivo de empregar 400 trabalhadores. Para já são 107, 80 ex-trabalhadores dos ENVC e 20 oriundos da Navalria.

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