Matosinhos quer avançar de imediato com o concurso para a concessão do serviço público de transportes públicos, para substituir a Resende.

Resende-2

 

 

 

A decisão foi comunicada pelo presidente da autarquia à administração da operadora, numa reunião em que participaram também responsáveis da Área Metropolitana do Porto.

A proposta de Matosinhos deverá ser apresentada na reunião do Conselho Metropolitano do Porto agendada para o próximo dia 28.

A decisão é justificada pelo “investimento insuficiente na substituição, conservação e manutenção de viaturas” e pelos “dados alarmantes que constam do relatório elaborado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes” (AMT).

Recentemente, a Resende comprometeu-se com a Câmara de Matosinhos a modernizar a frota de autocarros, em jeito de contrapartida para manter a operação até 2019. Porém, a operadora tem estado envolvida em vários acidentes, sendo recentes dois incêndios de viaturas.

A auditoria da AMT (realizada após um acidente mortal ocorrido em Outubro último com uma viatura daquela empresa) verificou, entre outros dados, um aumento de 33% na sinistralidade, de 2015 para 2016. Um agravamento que a empresa justificou essencialmente com o aumento da rotatividade dos motoristas.

Na reunião de ontem, a Câmara de Matosinhos e a AMP comunicaram ainda à operadora que doravante haverá “tolerância zero relativamente a quaisquer acontecimentos e incidentes que radiquem em questões operacionais da empresa Resende, podendo estar em causa a substituição total ou parcial da rede de transportes públicos por razões de segurança ou risco público”, conclui o comunicado emitido a propósito.

Tags:

Os comentários estão encerrados.