O presidente da Câmara de Lisboa propõe reduzir drasticamente o preço dos passes sociais para incentivar a utilização do transporte público na Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Fernando Medina propõe que o passe para a cidade de Lisboa (Navegante) passe a custar apenas 30 euros, e que a assinatura mensal que dê acesso aos transportes em todos os 18 municípios da AML custe somente 40 euros.

Mas as propostas do autarca não se ficam por aí. As crianças até aos 12 anos viajarão gratuitamente. E haverá também um passe família que custará apenas o equivalente a duas assinaturas mensais (60 ou 80 euros) mas abarcará todo o agregado familiar.

Em defesa da sua proposta – que diz já ter apresentado ao Governo, para inclusão no próximo Orçamento de Estado -, o sucessor de António Costa na Câmara de Lisboa sustenta que actualmente o preço dos passes torna vantajosa a opção pela viatura particular, citando que 32% da população da AML vive em zonas onde os passes sociais custam mais de 70 euros.

Fernando Medina lembra que em Lisboa não pára de aumentar o número de carros que entram na cidade (370 mil/dia), com 57-60% das deslocações diárias a serem feito em viatura particular, contra 26% em Barcelona, 38% em Paris, ou 36% em Londres, cita.

Quem paga a conta de 65 milhões

O autarca fez as contas e diz que com a introdução do passe único uma família de Vila Franca de Xira ou de Sintra pagará metade pelo seu passe mensal, numa poupança anual de 1 000 euros (o dobro se tiver um filho a estudar em Lisboa).

Mas há custos. A “revolução” proposta tem um custo estimado de 65 milhões de euros/ano, que Fernando Medina propõe seja suportado pelo Orçamento de Estado.

E aqui podem começar os problemas. Assim foi conhecida a proposta, várias foram as vozes a contestar que sejam os impostos de todos os portugueses a pagarem a conta dos passes sociais dos “lisboetas”.

O edil alfacinha contrapõe, porém, que será melhor apoiar os passes sociais do que reduzir o ISP, alegando que essa baixa poderá até não chegar aos bolsos dos contribuintes.

O plano de Fernando Medina para promover a utilização dos transportes públicos foi avançado no sábado, em entrevista ao “Espresso” e, no mesmo dia, um pouco mais detalhado na página do FB do autarca.

 

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