No final do primeiro semestre, Espanha contava apenas quatro Auto-Estradas do Mar (AEM), menos uma que em Junho de 2014. Ainda assim, a oferta de capacidade subiu, exclusivamente à custa dos serviços no Mediterrâneo.

Grimaldi

 

Os dados são do sétimo relatório do Observatório do Short Sea Sea Shipping do SPC Espanha e confirmam uma grande discrepância entre o que acontece na fachada atlântica e o que se passa na costa mediterrânica do país vizinho.

Na fachada atlântica, a oferta de AEM caiu de duas para uma, com o fim das ligações Gijon-Nantes e Bilbau-Zeebrugge apenas compensada pelo arranque da AEM Vigo-Nantes. O número de companhias a operar também caiu de duas para uma e, o que será pior, os portos escalados passaram de três para apenas um.

O número de navios utilizados caiu em linha, de cinco para dois, com isso reduzindo-se a oferta de capacidade, de 241 mil para 108 mil metros lineares.

A frequência média da única AEM da fachada atlântica foi de três saídas semanais… o mínimo para ser considerada AEM.

Na fachada mediterrânica o cenário manteve-se substancialmente diferente, para melhor. Uma só companhia continuou a operar três serviços, agora tocando apenas cinco portos (eram seis na primeira metade de 2014), mas operando mais um navio: nove contra oito.

Mais navios e de maior capacidade resultaram num aumento substancial da oferta, que passou de cerca de um milhão para 1,4 milhões de metros lineares.

No Mediterrâneo, a frequência média das AEM foi de cinco saídas semanais.

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