Em  Março/Abril do próximo ano Famalicão estará mais perto do mar, e as suas empresas exportadoras de Leixões e Sines. O terminal rodo-ferroviário da Medway, o maior da Península Ibérica, estará então operacional.
Hugo Delgado / Lusa

Medway, Infraestruturas de Portugal e Câmara Municipal de Famalicão assinaram hoje o protocolo de cooperação para a concretização do terminal da Medway em Lousado. Um investimento de cerca de 35 milhões de euros, que dotará uma área de 200 mil metros quadrados com seis linhas para comboios de 750 metros, zona de parqueamento para dez mil TEU, áreas de armazenagem e movimentação de (quase) todos os tipos de carga, serviços administrativos e alfandegários,…

Será o maior terminal do género da Península Ibérica, com capacidade para movimentar 500 mil TEU/ano e realizar 12-14 comboios de 750 metros/dia. Assim a  rede ferroviária o permita.

Carlos Vasconcelos pediu, por isso, ao ministro das Infra-estuturas, presente na cerimónia de Famalicão, que garanta, “antes de ir para a Europa”, o aumento da capacidade no troço Contumil-Ermesinde da Linha do Minho.

Pedro Marques nada disse sobre a possível ida para o Parlamento Europeu, mas tratou de tranquilizar o líder da Medway elencando os projectos em curso no âmbito do Ferrovia 2020 e os previstos no PNI 2030. Não apenas a quadruplicação do citado troço, mas também a electrificação de toda a Linha do Minho, a duplicação da capacidade na ligação de Sines à Linha do Sul, a modernização da Linha de Leixões, etc.,etc..

Especial destaque deu-o o ministro à Linha do Norte, sublinhando o investimento de 1,5 mil milhões de euros em quatro “grandes variantes”, nas zonas de V.N.Gaia-Cacia, Coimbra, Santarém e Vila Franca de Xira, previsto no PNI 2030. Assim será possível reduzir o tempo de viagem entre Lisboa e Porto para as duas horas e libertar espaço canal para as mercadorias.

Movimentar 100 mil TEU

No imediato, a Medway vê um mercado potencial de 100 mil TEU na região que será servida pelo novo terminal, avançou Carlos Vasconcelos ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

A ideia é lançar comboios para Leixões e Sines, retirando milhares de camiões da estrada. O empresário espera, para isso, que os actuais constrangimentos do porto nortenho na movimentação de comboios sejam ultrapassados em tempo útil.

O essencial do negócio será mesmo o encaminhamento de contentores de/para os portos. Mas não só. O empresário disse que já há contactos com potenciais clientes para realizar serviços para Espanha, em particular de caixas móveis.

Para responder ao esperado aumento da actividade, a Medway já elaborou e apresentou ao accionista – a MSC – um plano de investimento em material circulante, locomotivas e vagões, que será em breve decidido, acrescentou o empresário.

Os números de 2018 ainda não estão fechados, mas já é certo que “estão em linha com o orçamentado”. O break-even ainda não terá sido atingido, mas “seguramente” sê-lo-á este ano, garantiu o empresário.

Para 2019, a Medway mantém a intenção de lançar um comboio para o centro da Europa (será o renascer do “comboio da Autoeuropa”), para o que “continuamos os contactos com eventuais parceiros”. E será este também o ano do arranque do ACE com a EMEF para a manutenção da frota da Medway no Entroncamento.

 

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  1. A MEDWAY, gerida, dirigida e administrada por Carlos Vasconcelos, vai fazer mais pelas nossas exportações, localizadas a norte em 75%, mas também autoeuropa localizada em Palmela, SETÚBAL, Lisboa, do que os investimentos deste governo nos últimos 4 anos, é 1 vergonha para a Geringonça, do PS + BE + PCP !!!