Matilde e Adriana são os nomes de duas das quatro locomotivas Euro 4000, interoperáveis, com que a Medway se propõe iniciar a ofensiva sobre o mercado espanhol para se tornar líder ibérica.

Medway

As quatro locomotivas foram construídas pela Stadler Rail, na fábrica espanhola da ex-Vossloh, para a Alpha Trains, que as aluga à Medway, num contrato de longo prazo avaliado em 15 milhões de euros.

As novas locomotivas (da mesma família das que equipam a Takargo) são diesel e interoperáveis, o que lhes permite cruzar as fronteiras entre Portugal e Espanha (onde as linhas não estão electrificadas) e operar indistintamente em qualquer das redes.

Mas, ao contrário da concorrente do grupo Mota-Engil, que se aliou à Comsa Rail na Ibercargo para operar tráfegos transfronteiriços, a opção da Medway é mesmo estabelecer-se do lado de lá da fronteira. Isso mesmo foi dito por Carlos Vasconcelos desde o início e foi agora reafirmado pelo presidente da ex-CP Carga no momento de receber as locomotivas:

[As novas locomotivas] representam um passo de gigante em direcção aos nossos objectivos de negócio: marcam a entrada oficial no mercado de Espanha, com o foco na inovação, na sustentabilidade e na modernização, que serão seguramente as chaves para tornarmos a Medway no operador de carga líder na Península Ibérica”, referiu, citado no comunicado emitido pela Stadler.

Para alavancar as operações espanholas, a Medway, controlada pela MSC, contará,  naturalmente, com o tráfego de contentores do armador helvético. A exemplo do que acontece do lado de cá da fronteira.

O TRANSPORTES & NEGÓCIOS tentou obter dados sobre a evolução recente dos negócios da Medway. Da assessoria de imprensa a informação disponibilizada referiu apenas que “os resultados financeiros de 2016 ficaram acima das nossas expectativas, uma vez que conseguimos diminuir os prejuízos líquidos de forma considerável e fizemos crescer bastante o volume de carga de contentores transportada, na sequência das melhorias de eficiência e aumento de actividade que implementámos ao longo dos 12 meses”. 

E quem são, afinal, a Matilde e a Adriana? São filhas/netas dos colaboradores mais antigos da Medway. Na hora de baptizar os novos equipamentos, a empresa adoptou a prática da MSC de atribuir nomes femininos de familiares de colaboradores.

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