Medway e Takargo, as duas operadoras privadas de transporte ferroviário de mercadorias em Portugal, atingiram em 2018 o break-even operacional, segundo a AMT.

O transporte ferroviário de mercadorias em Portugal movimentou, em 2018, sensivelmente o mesmo volume de 2016, mas cresceu 9,8% em toneladas-km, de acordo com os dados do Relatório Síntese dos Principais Indicadores do Ecossistema Ferrovia 2018, hoje divulgado pela AMT.

Se o resultado global se manteve estável, já a tipologia das cargas movimentadas sofreu algumas alterações importantes, destacando-se o crescimento de 65% na movimentação de contentores e a quebra de 39% no coque e produtos petrolíferos refinados.

Em 2018, a carga contentorizada representou 51% dos volumes transportados por ferrovia em Portugal. Seguiram-se o coque e os produtos refinados, com um peso específico de 16%, a madeira, a pasta e papel, cm 12%, e os produtos siderúrgicos, com 8%.

Entre 2016 e 2018, a Medway (herdeira da CP Carga) reduziu ligeiramente (para 85,6%) a quota de mercado, em termos de volumes transportados, mas cresceu até aos 86,3% em toneladas-km. O resto foi realizado pela Takargo.

Na verdade, a Medway deteve quotas 90-100% na maioria dos segmentos de mercado. A Takargo só liderou (com uma quota de 64%) no transporte de produtos florestais, pasta e papel, e conseguiu alguma visibilidade (quota de 36%) na movimentação de produtos siderúrgicos.

Ambos os operadores debateram-se, porém, com receitas médias muito abaixo da média europeia. A AMT ressalva que por cá os preços médios foram superiores aos de Espanha, mas logo refere que a taxa de uso da infra-estrutura por CKM era, do lado de cá da fronteira, de 1,3 euros, e de 0,3 euros do lado de lá…

Numa referência breve a performance financeira do sector, a AMT nota que em 2018 a Medway e a Takargo atingiram resultados operacionais sobre a linha de água, sendo que em 2017 a primeira tinha ganho 3,4 milhões de euros e a segunda perdido meio milhão.

Em termos de dívida remunerada, ela era de 65 milhões de euros na Medway e de 29 milhões na Takargo.

Uma nota final: Portugal é, lembra a AMT, dos poucos países europeus que tem o mercado de transporte ferroviário de mercadorias totalmente entregue a operadores privados.

Tags:

Comments are closed.