É mais um aviso de quem sabe do que fala: os mega-navios representam desafios da mesma escala para os operadores portuários, alerta o CEO da APM Terminals.
Maersk-Mckinney-Algeciras

Falando na Global Liner Shipping Conference, que se realizou em Londres, na semana passada, Kim Fejfer sublinhou que a necessidade de mudança no sector portuário “foi mais evidente nos últimos dois anos do que nos 20 anteriores”.

“Há uma década, um terminal com 900 metros de cais permitia trabalhar três ou quatro navios em simultâneo”, referiu Fejfer. “Mas agora, com navios de 400 metros de comprimento, o mesmo terminal, mesmo com reforço do cais, com guindastes STS maiores e maiores fundos, só pode receber dois mega-navios de cada vez”, destacou.

Para o CEO da APM Terminals, o crescimento da capacidade dos navios de 13 000 para 20 000 TEU representa “menos flexibilidade para os terminais de contentores”. “Agora há mais necessidade de espaço de parque, pórticos maiores e mais efectivos para movimentarem os picos de volume. Isto resulta em custos adicionais para o operador do terminal que as companhias de transporte não estão dispostas a pagar”, defendeu.

Em todo o caso, a tendência de crescimento das dimensões dos navios mantém-se. De acordo com os dados da Dynaliners, há 37 navios de mais de 18 000 TEU (os ULCV) em operação e estão mais 72 em construção para entregas até 2020.

Ainda que haja quem lembra que o argumento das economias de escala usado pelas companhias para encomendar mega-navios esteja a ser rebatido pelo aumento da sobrecapacidade de oferta e pela baixa dos preços médios dos fretes.

 

 

 

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