A utilização de navios cada vez maiores é um desafio aos armadores, às autoridades portuárias e aos operadores dos terminais para conseguirem manter a fiabilidade dos horários das escalas, avisa a SeaIntel.

Em média, numa ligação entre a Ásia e o Norte da Europa, o tempo de permanência no porto de um navio de 6 000 TEU corresponde a 15% do tempo total da rotação. No caso de um navio de 12 000 TEU, a fasquia sobe para os 20%, destaca aquela empresa de análise.

É verdade que a maior duração das escalas pode ser justificada pelo maior número de contentores movimentados pelos megacarriers em cada porto. E é igualmente certo que, em condições ideais, a carga/descarga de grandes quantidades de contentores pode permitir maiores produtividades.

Mas só será assim enquanto os portos e os operadores dos terminais tiverem capacidade para corresponder ao crescente número de escalas de navios de maiores dimensões. O que não é garantido face ao número de navios de mais de 10 000 TEU que está a entrar no mercado.

A Maersk Line ainda recentemente atribuiu aos carregadores e aos operadores dos terminais a responsabilidade pelo incumprimento dos horários em dois terços dos casos. Ainda assim, a companhia dinamarquesa consegue melhor que a New World Alliance (21,4% de tempo de imobilização em porto) ou a Grand Alliance (19,2%).

Ambas as alianças, avisa a SeaIntel, correm o risco de aumentar significativamente os tempos de escala à medida que entrem ao serviço as suas encomendas de navios de 13 000-14 000 TEU.

Em última análise, defendem os analistas, os operadores deverão rever os seus horários para enfrentarem os desafios que se avizinham.

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