No arranque de 2018 apenas 99 navios porta-contentores estavam inactivos, contra os 351 de há um ano, calcula a Alphaliner.

Juntos, os navios inactivos representavam uma capacidade de transporte de 377 784 TEU, contra os 950 mil TEU do início de 2017, acrescenta a consultora.

Considerando a frota mundial de porta-contentores, a frota inactiva representa apenas 1,8% da capacidade global, o valor relativo mais baixo desde meados de 2015.

Curiosamente, os navios Panamax, que foram dados como sentenciados pela abertura do “novo” canal do Panamá, não são os mais afectados pela falta de trabalho. Pelo contrário. No início de 2018, apenas 13 unidades de 3000-5100 TEU estavam fundeadas, contra as 99 de há um ano.

Na verdade, refere a Alphaliner, encontrar hoje navios de menos de 6 000 TEU disponíveis é tarefa difícil, o que se reflecte no nível dos fretes praticados.

Apesar destes números positivos, a consultora parisiense insiste nos avisos sobre a fragilidade do mercado face à esperada entrega de muitos navios de grandes dimensões, em particular na primeira metade de 2018. O efeito cascata deverá sentir-se particularmente no segmento dos porta-contentores de 8000-10000 TEU.

 

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