Só a redução da velocidade comercial e o aumento da eficiência operacional permitirão ao transporte marítimo atingir as metas de redução das emissões de GEE  impostas pela IMO.

A conclusão é de um estudo encomendado pela Comissão Europeia à CE Delft e à UMAS, no qual são analisados os impactos das medidas consideradas pela IMO para a redução das emissões de gases de efeito de estufa (GEE).

O estudo concluiu que a melhoria da eficiência operacional (em 60%) terá um impacto de 43% no objectivo do controlo das emissões de GEE até 2030. Já a redução (em 20%) da actual velocidade comercial das embarcações, pode ter um impacto de 24% a 34% naquelas metas. Contas feitas, as duas medidas em conjunto permitirão uma redução das emissões de GEE até 2030 de até 77%.

Outras medidas que se criam ser importantes surgem, neste estudo, com menos protagonismo. Um exemplo disso é o EEDI – Índice de Design de Eficiência Energética (EEDI), que nas novas embarcações terá um impacto estimado de 1% a 3%, e nos navios já em operação será de 1% a 6%.

O objectivo da IMO, anunciado em Abril de 2018, é reduzir as emissões carbono do transporte marítimo internacional em pelo menos 40% até 2030 (em comparação com 2008) e em pelo menos 50% até 2050 (também aqui face a 2008). As medidas políticas específicas que podem transformar esses compromissos em prática estão a ser analisadas pela IMO.

» Study on methods and considerations for the determination of greenhouse gas emission reduction targets for international shipping

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