A Mercedes-Benz Vans vai antecipar em três meses, para Junho, a disponibilização de motores com homologações WLTP avançou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, Mário Neves, director-geral da Mercedes-Benz Vans Portugal.

O objectivo da marca é manter a tendência de aumento de quota do mercado português que já vem de 2012. Em fase de lançamento de nova Sprinter e da versão de três lugares da pick-up Classe X, a Mercedes-Benz Vans Portugal vai, além das motorizações WLTP em toda a gama, introduzir melhoramentos na Vito e Classe V.

No primeiro trimestre, a Mercedes-Benz Vans Portugal comercializou 422 unidades, mais 46% do que no período homólogo de 2018, um desempenho acima do mercado, que estagnou (+0,9%, para 8 726 unidades).

A Mercedes-Benz Vans Portugal cresceu 46% no primeiro trimestre. O balanço é, por isso, positivo?

Mário Neves – O primeiro trimestre foi muito bom. Por exemplo, na gama Citan, das small van, continuamos com um grande crescimento, fruto do bom ritmo das vendas no ano passado. Temos 2,9% de quota de mercado e tínhamos encerrado o ano passado com 2,1%. Na gama Sprinter, alavancada pela nova geração, estamos com 15,1% de quota, depois de no fim do ano passado termos 13,5%. Na Vito e Classe X o crescimento é menor, mas isso também tem a ver com o mercado das rent-a-car e a altura da Páscoa. No ano passado as entregas para a Páscoa foram por volta de Março e este ano são em Abril. Em suma, estamos numa tendência de subida, embora no primeiro trimestre de forma mais lenta. Aliás, nós já estamos a aumentar quota desde 2012.

Que objectivos para o resto do ano, tendo em conta o facto da Sprinter ainda estar em fase de lançamento e da Vito ir receber, em Junho, um restyling?

Mário Neves – Este ano é muito importante para os veículos comerciais com a chegada das homologações WLTP. As nossas viaturas estarão todas, a partir de Junho, preparadas para o WLTP, que só será obrigatório a partir de Setembro. A Citan receberá novas motorizações, com aumento de potência (mais 5 cv, a oferta passa a começar nos 80 cv e a culminar nos 116 cv), e a Vito e Vito Tourer terão mesmo um Model Year. Além do Mercedes PRO, teremos um novo motor. Antes tínhamos o motor OM 651, um 2.2, e passaremos a ter o motor OM 654, um 2 litros que é uma motorização já muito testada, começou no Classe E e agora vem para o Classe V e para o Vito Tourer, sendo que no Classe V há mudanças em termos de design. No Sprinter, teremos, a partir de Junho, o BlueEFFICIENCY de série em toda a gama. Também o Vito receberá, nesse mesmo mês, o BlueEFFICIENCY, mantendo o bloco 2.2. Em Setembro, receberá uma versão de tracção dianteira com motor 1 750 cc. Além disso, o Classe X, que vai no segundo ano completo de comercialização, continua a desfrutar da motorização nova, lançada no fim do ano passado, a V6 com 258 cv.

Na Mercedes Classe X há, agora, uma versão de três lugares. Será importante?

Mário Neves – O modelo tem também em fase de lançamento (desde o início do ano) uma solução nacional, desenvolvida com a rede de concessionários e com um parceiro local, que é a versão de três lugares. Foi um pedido dos concessionários, devido ao cenário fiscal português, já que liquida menos ISV – por exemplo, na versão 250 d em vez de 7 000 euros, ronda os 1 500 euros –, e as empresas clientes podem deduzir o IVA. As versões de três lugares em Portugal representaram, em 2018, cerca de 55% do mercado das pick-up, pelo foi importante termos uma solução, que não tínhamos de origem.

Os veículos eléctricos de passageiros não liquidam tributação autónoma em sede de IRC, ao contrário dos com motor a combustão. Notam, por isso, alguma transferência de vendas dos comerciais ligeiros para esse segmento?

Mário Neves – Não sentimos. Em termos de comerciais, apenas no segmento das small van, onde está o Citan, é que já há presença e mesmo assim representa 1%. No entanto, já há algumas movimentações das marcas e do ponto de vista das empresas clientes também. Não só em termos de imagem, mas também em termos reais de conhecimento das soluções, até porque é possível que haja opções de algumas cidades que obriguem a ir nesse sentido. Por isso é que importante as marcas terem soluções. Nós vamos ter já no início do próximo ano, quer o Vito furgão, quer o Sprinter furgão com soluções eléctricas. Mas não vejo essa transferência sobre a qual coloca a questão. A única transferência que se viu, mas isso foi já em 2012, fruto de uma alteração fiscal, foi algumas empresas trocarem os comercias derivados de passageiros por veículos de cinco lugares ou por pequenos furgões de dois lugares.

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