Pela segunda vez consecutiva, o accionista Estado, detentor da maioria do capital, faltou à assembleia geral da Metro do Mondego.

Quando o Estado estiver disponível que diga, que nós marcamos a reunião. Foi neste tom que o presidente da Mesa da Assembleia Geral da Metro do Mondego, Carlos Encarnação, reagiu à segunda falta de comparência dos representantes do Estado à reunião que deveria discutir o futuro do projecto.

O Estado, representado pelo MOPTC, não compareceu mas justificou, por e-mail, com o “não ter condições para tomar uma posição definitiva sobre o projecto”, remetendo uma decisão para depois da apresentação da proposta de Orçamento de Estado para 2011.

Carlos Encarnação, presidente da Câmara de Coimbra eleito pelo PSD, criticou, de novo, a decisão do anterior Governo de anular o processo lançado pelo Executivo de Pedro Santana Lopes, dizendo que a PPP então proposta garantia a concretização da obra.

Álvaro Maia Seco, presidente do Conselho de Administração da Metro do Mondego, também se mostrou “desiludido e preocupado” com o futuro do projecto. O também autarca do PS em Coimbra, que já ameaçou demitir-se, espera agora que a proposta da OE esteja pronta em meados de Outubro e que traga a solução para o projecto.

No entretanto o Ramal da Lousã foi desactivado e o serviço ferroviário substituído por autocarros. Os carris foram levantados e estão em curso as empreitadas relativas aos troços Miranda-Serpins e Alto de S. João (Coimbra)-Miranda. Mas falta tudo o resto e ninguém arrisca um novo calendário para o início da operação.

 

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