Apesar do aumento da procura e da redução dos custos de exploração, a Metro do Porto agravou os prejuízos em 2011.

A empresa anunciou hoje um resultado líquido negativo de 397 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 12,7% face ao exercício anterior.

“Os resultados são francamente negativos”, sublinha o ainda presidente da Metro, Ricardo Fonseca, n Relatório e Contas, ao mesmo tempo que denuncia que “o desajustado modelo de financiamento do projecto (…) está na origem dos 136,6 milhões de euros suportados neste exercício como ‘juros e gastos similares'”.

No ano passado, a Metro do Porto transportou 55,7 milhões de passageiros, mais 4,1% que em 2010. Ao mesmo tempo, os custos directos de operação foram reduzidos em 5,8%, em termos homólogos.

Resultado: a taxa de cobertura das despesas operacionais pelas receitas de bilheteira atingiu os 88,7%, o valor mais alto de sempre e um crescimento de 35 pontos percentuais relativamente a 2007, sublinhou ainda Ricardo Fonseca.

A assembleia geral de hoje da Metro do Porto apenas aprovou as contas do último exercício, não tendo procedido à eleição dos novos órgãos sociais. Porque essa decisão continua dependente da vontade do Governo de fundir a empresa com a STCP. O mandato da actual administração já terminou há mais de um ano.

Ricardo Fonseca lembrou que “a gestão conjunta da Metro e da STCP, prevista no Plano Estratégico dos Transportes, e a entrada em funções da Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto, assinalarão o início de um novo ciclo na história dos transportes urbanos de passageiros na Área Metropolitana do Porto (AMP)”.

Na hora do balanço, e em jeito de despedida, Ricardo Fonseca frisou que a “empresa tem um saber acumulado” que deve ser aproveitado no futuro, após a sua saída. E que se nem sempre foi fácil o caminho seguido para conseguir o consenso, a segunda fase de expansão da rede do metropolitano “tem um projecto consolidado”.

A eleição dos novos dirigentes da Metro do Porto (e da STCP) deverá acontecer no início de Maio.

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