O prejuízo da Metro do Porto agravou-se em 2014 para os 400 milhões de euros (face aos 47,6 milhões de 2013), apesar do melhor desempenho operacional de sempre.

Metro do Porto

A empresa atingiu um recorde de 56,9 milhões de validações, que atiraram o volume de receitas para um máximo de 39,6 milhões de euros. Com os custos operacionais a crescerem apenas 0,2% para os 43,6 milhões de euros, a taxa de cobertura dos custos pelas receitas foi de 90,8% (a melhor de sempre).

O agravamento dos resultados líquidos explica-se, assim, pelo “efeito positivo nas contas de 2013 da liquidação de onze operações de derivados de taxa de juro e do agravamento em 111,9 milhões de euros da rúbrica “actualização financeira das provisões””, é dito no relatório e contas.

No final de 2014, a dívida líquida da Metro do Porto elevava-se a 3,2 mil milhões de euros.

As contas de 2014 da Metro do Porto foram hoje aprovadas em assembleia geral, com o voto contra do accionista Câmara de Matosinhos e as abstenções de outras autarquias accionistas da Área Metropolitana do Porto (Porto, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Gondomar e Vila Nova de Gaia) e da própria Área Metropolitana do Porto.

Na ordem dos trabalhos constava também a eleição de novos órgãos sociais, bem como a aprovação do Plano de Actividades e Orçamento para 2015. Contudo, estes pontos foram retirados da agenda porque o representante do accionista Estado entendeu “não considerar oportuno” serem tratados agora, disse aos jornalistas o presidente da mesa da Assembleia Geral, Valentim Loureiro.

O consórcio TMB/TCC deverá assumir a 1 de Agosto a operação do Metro do Porto, no âmbito do contrato de subconcessão assinado em Abril.

 

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