Pela primeira vez, em 2015 as receitas da bilhética superaram os custos operacionais da Metro do Porto. O Relatório e Contas da empresa é votado na próxima segunda-feira.

EMEF - Metro do Porto

De acordo com alguns dados operacionais relativos a 2015 a que a “Lusa” teve acesso, e que constam na mensagem que o presidente da empresa, Jorge Delgado, deixa no documento, “o rácio entre as receitas de bilhética e os custos directos da operação (aqui incluídos encargos com a fiscalização, segurança, manutenção da frota de material circulante e comissões de gestão pagas ao TIP – Transportes Intermodais do Porto) foi pela primeira vez excedentário”.

A “taxa de cobertura positiva cifrou-se em 105,9%, mais 15,3 pontos percentuais do que os 90,7% de 2014″, afirma o responsável.

Em 2015, acrescenta, a receita tarifária foi de 40,9 milhões de euros, mais 3,3% em relação ao ano anterior”, sendo também 2015 “o melhor ano de sempre em termos de procura”, com 57,7 milhões de clientes transportados, mais 1,4% face ao ano anterior.

Jorge Delgado refere também que, “fruto da necessária negociação dos diversos aditamentos” ao contrato inicial celebrado com a Prometro (consórcio ViaPorto), que permitiram manter a operação do metropolitano, “registou-se uma redução dos custos operacionais [de 43,7 milhões de euros em 2014] para 38,7 milhões de euros” em 2015.

Na mensagem, Jorge Delgado afirma que a Metro “estabilizou a sua relação com o subconcessionário Prometro, prorrogando o contrato que com este mantém por um período máximo de dois anos” e refere que “este prazo é o tempo legal e estritamente necessário para a preparação das peças e para o lançamento de concurso público internacional, em regime de parceria público-privada, para a operação e manutenção do sistema a partir de 2018”.

O contrato a celebrar com o operador vencedor desse concurso, acrescenta, abrangerá “um período de tempo que, apesar de ainda não estar definido, andará muito provavelmente entre os cinco e os 10 anos, deverá garantir a prestação de uma qualidade de serviço ao nível da que a Metro do Porto habituou os seus clientes, tendo presentes as necessidades decorrentes da crescente idade do sistema”.

A assembleia geral da Metro do Porto, que é detida pelo Estado (60%) e pela Área Metropolitana do Porto (40%), está marcada para as 14h30 de segunda-feira.

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