Seis quilómetros, sete estações, 287 milhões de euros e 12 milhões de passageiros/ano. Assim se pode resumir o plano de expansão da rede do Metro do Porto hoje anunciado.

Metro do Porto

O plano contempla a construção de mais seis quilómetros de linha em via dupla: 2,7 quilómetros relativos à nova Linha G, ou Rosa, entre a Casa da Música e a Estação de São Bento, na Baixa do Porto; e 3,2 quilómetros na extensão da Linha D, ou Amarela, entre Santo Ovídeo e Vila d’Este, em Vila Nova de Gaia.

Serão construídos sete estações, quatro na Linha G –  Casa da Música II, Galiza, Hospital de Santo António e São Bento II – e três na Linha D – entre elas as que servirão o Hospital Santos Silva e a urbanização de Vila d’Este.

O investimento previsto é de 287 milhões de euros (181 milhões para a Linha G e 106 milhões para a Linha D), muito próximo do limite dos 290 milhões de euros fixado pelo Governo. A obra será candidatada ao Plano Juncker.

Com a nova oferta, a Metro do Porto deverá ganhar 30 mil clientes/dia (nos dias úteis), ou 12 milhões de passageiros/ano (actualmente são 58 milhões). Os números resultam dos estudos de procura e garantem, à partida, que as receitas da bilhética chegarão, e sobrarão, para pagar os custos operacionais.

A sustentabilidade da exploração das linhas terá sido, de resto, um critério determinante para as escolhas da extensão da rede pela Metro do Porto. E daí o terem ficado de fora, pelo menos nesta fase, outras ligações previstas/faladas/reclamadas, nomeadamente aos concelhos limítrofes do Porto, casos de Gondomar, Maia ou Trofa.

Decidida a extensão, avançam os estudos e os projectos, de modo a que as obras possam ir a concurso na segunda metade de 2018, iniciar-se em 2019 e ficar concluídas em 2021.

Os comentários estão encerrados.