Um em cada sete passageiros do Metro Sul do Tejo viaja sem pagar, diz a empresa. Um prejuízo mais a somar à falta de pagamento das indemnizações compensatórias pelo Estado.

O Estado deve sete milhões de euros à Metro Sul do Tejo, por conta das indemnizações compensatórias, acusa José Luís Brandão, administrador da empresa, citado pelo “DN”.

Como se isso não bastasse, ou para agravar a situação, a concessionária tem ainda de suportar as perdas de receitas que resultam da incapacidade para por cobro à utilização do sistema sem pagar.

A empresa calcula que a “praga” dos borlistas atingirá os 15% dos passageiros transportados. Por outras palavras, um em cada sete viajará sem pagar os 85 cêntimos devidos. Só no ano passado ter-se-ão perdido assim cerca de um milhão de euros de receitas.

As “estações” do Metro Sul do Tejo são abertas, os equipamentos de validação dos títulos de transporte estão no interior das carruagens, pelo que basta aos prevaricadores aguardarem pelo vislumbre de um fiscal para validarem o título. Se o fiscal não aparecer, viajam de graça…

A empresa concessionária equaciona agora colocar um fiscal em cada carruagem, com os custos a tal inerentes.

Mas caso a situação não se inverta, nomeadamente no que toca ao pagamento das indemnizações compensatórias, José Luís Brandão já admite que a operação possa parar.

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