O Metropolitano de Lisboa sustenta que a construção da linha circular, suspensa pelo Parlamento, iria reduzir o “transporte individual”, os “níveis de emissões” e o “espaço ocupado” na via pública.

Em comujnicado, o Metropolitano diz que entre “as vantagens” da construção da linha circular estão a redução do “número de viaturas de transporte individual” que entram em Lisboa, através da captação de pessoas que actualmente se deslocam com viatura pessoal, uma vez que “o prolongamento Rato/Cais do Sodré” vai servir zonas da cidade que ainda não estavam “cobertas pelo serviço” do Metro de Lisboa.

A nota emitida pelo Metropolitano de Lisboa sublinha que a suspensão do projecto vai colocar em causa o reforço “de forma expressiva” da oferta para pessoas que se deslocam entre Lisboa e os concelhos de Cascais, Oeiras, Montijo, Seixal e Almada, uma vez que dispõem de “ligações directas” ao Cais do Sodré.

“Reduzir os níveis de emissões poluentes e do espaço ocupado na via pública pelo transporte individual” era outro dos benefícios enunciados pela empresa, assim como o aumento da totalidade de passageiros.

O Metropolitano de Lisboa explica que “haverá clientes que, mesmo não utilizando as duas novas estações [incluídas no projecto], passarão a usar essa nova linha” por não haver necessidade de “fazer transbordos”, como acontece actualmente nas estações de Marquês de Pombal (linha Amarela) e Cais do Sodré (linha Verde).

O comunicado refere também que as conclusões de vários estudos realizados, em 2009 e 2017, apontaram como “prioritário o prolongamento da linha Amarela entre o Rato e o Cais do Sodré, sob a forma de um anel envolvente” na zona central da cidade, face aos outros “prolongamentos propostos, nomeadamente o de São Sebastião/Campo de Ourique”.

A suspensão do projecto de construção da linha circular foi aprovada na Assembleia da República, durante a votação na especialidade do Orçamento do Estado para 2020, na sequência de propostas apresentadas pelo PCP e pelo PAN.

O Governo e a Câmara Municipal de Lisboa já manifestaram a intenção de contestar a decisão junto do Tribunal Constitucional. A suspensão da obra deverá implicar a perda dos fundos comunitários – cerca de 80 milhões de euros – a ela alocados.

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