A Michelin, fabricante de pneus, acaba de lançar uma solução de rastreamento de contentores no transporte marítimo, de baixo custo e fácil implementação, diz.

A solução foi desenvolvida pela Michelin, em parceria com a Sigfox, fornecedor de conectividade para a Internet das Coisas (IoT),  e a Argon Consulting.

A solução monitoriza cada envio de forma individual e inclui rastreadores de IoT, além do acesso a uma plataforma de análise de dados. Da mesma forma, é totalmente escalável e pode ser usada num grande número de contentores.

“Esta solução foi projectada para os nossos clientes e a sua cadeia de fornecimento global. Após os estudos iniciais, concluímos que é possível reduzir até 10% o inventário marítimo, aumentar em 40% o ETA (tempo estimado de chegada de remessas) e reduzir a um quarto as rupturas de stock causadas por fenómenos excepcionais como condições climatéricas adversas, graças à gestão em tempo real do inventário relevante.

“A solução não está vinculada a companhias de navegação e não requer contentores especiais, e o seu design e implementação levou apenas alguns meses. Portanto, pela sua eficácia e baixo custo, não só implantámos a solução internamente na Michelin como agora oferecemos estes serviços a outras companhias em colaboração com a Sigfox e a Argon”, refere, citado em comunicado, Pascal Zammit , vice-presidente de Global Supply Chain da Michelin.

Elevado potencial

Mais de 90 milhões de contentores são enviados por via marítima todos os anos, 20 milhões dos quais de companhias europeias.

Um embarque marítimo pode envolver mais de 200 interacções entre 25 agentes diferentes, como transportadores, operadores portuários, carregadores ou pessoal da alfândega, entre outros. Como resultado, é difícil manter o controlo em tempo real das cargas durante os embarques, o que, por sua vez, afecta a agilidade da cadeia de abastecimento e a qualidade do serviço oferecido ao cliente.

As soluções de monitorização existentes têm, segundo a Michelin, uma série de características que condicionam a sua adopção: custo elevado, baixa autonomia das baterias dos dispositivos, falta de patente e dificuldade de transmissão dos sinais de dentro de contentores, entre outros.

“Com a tecnologia Sigfox, de baixo custo e baixo consumo de energia, a nova solução é actualmente a alternativa mais competitiva do mercado”, refere o comunicado.

 

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