O Governo vai negociar com Germán Efromovich e David Neeleman a privatização de 61% da TAP. Pelo caminho fica Miguel Pais do Amaral. A decisão do Conselho de Ministros já era antecipada há vários dias.

TAP-A330

O prazo terminava amanhã mas já ontem a Parpública comunicou a sua avaliação das três propostas de compra da TAP. Hoje, no final da reunião do Conselho de Ministros, o secretário de Estado dos Transportes confirmou que a decisão de “abrir uma fase de negociação com dois dos proponentes que apresentaram propostas vinculativas” se aplica às propostas apresentadas pelos donos da Avianca e da Azul.

A proposta de Miguel Pais do Amaral foi excluída por não cumprir o caderno de encargos. Não queria, por respeito ao proponente, estar a explicitar [os motivos da sua exclusão]. A proposta era não vinculativa, e por isso não cumpre os requisitos mínimos legais”, disse Sérgio Monteiro.

Já as propostas de Germán Efromovich e de David Neelemen (este em parceria com Humberto Pedrosa e os fundos de investimento accionistas da Azul) foram “consideradas de mérito equivalente” e daí a opção pela negociação directa com ambos os candidatos, tal como admitido no regulamento do procedimento.

Ambos os consórcios se propõem injectar de imediato entre 250 e 350 milhões de euros na companhia e a renovar a frota, reforçando-a. Aos trabalhadores da TAP os candidatos propõem atribuir entre 10% e 20% dos lucros. Efromovich aposta nas sinergias entre a TAP e a Avianca, Neelemen conta com a Azul mas também com a JetBlue, que detém nos EUA.

A partir daqui, “não esperamos nenhum atraso nem percalço no processo de privatização. Esperamos que o processo decorra com a mesma normalidade que decorreu até agora”, reforçou o secretário de Estado dos Transportes. “Estamos numa fase de esperança, por termos finalmente um processo competitivo numa privatização da TAP”.

O Executivo aposta em fechar a privatização da transportadora aérea nacional até ao final de Junho.

 

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