A greve dos trabalhadores das juntas e administrações portuárias que hoje se iniciaria foi desconvocada depois da intervenção pessoal da ministra do Mar.

Na base da paralisação, que se prolongaria até às zero horas do dia 8 (e que na verdade já vinha desde 29 de Maio, mas apenas ao trabalho extraordinário), estava a reivindicação da assinatura do novo Acordo Colectivo de Trabalho (ACT).

“Tendo sido alcançado acordo quanto ao desbloqueamento do processo de revisão do ACT, deixou de haver fundamento para a greve declarada por este Sindicato (…) pelo que foi decidido proceder ao levantamento da referida greve”, refere o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações e Juntas Portuárias (SNTAJP) em comunicado.

Do mesmo modo, foi levantada a greve ao trabalho extraordinário.

“Após se lograrem as negociações relativas ao processo negocial de revisão do Acordo Colectivo de Trabalho no âmbito do grupo de trabalho constituído através do Despacho conjunto n.º 4038/2018, a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, conduziu pessoalmente um processo de concertação com todas as partes envolvidas que permitiu um clima de paz laboral, sem perturbação da actividade dos portos nacionais”, refere, por seu turno, o Ministério do Mar, também em comunicado.

No texto divulgado, o ministério garante que o acordo atingido “respeita os limites negociais determinados pelo XXI Governo Constitucional da República para as diferentes negociações que ocorrem nos vários sectores”.

A greve anunciada abrangeria “todas e quaisquer operações e actividades” dos funcionários dos portos de Viana do Castelo, Douro e Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines, regiões autónomas da Madeira e dos Açores e do terminal de granéis líquidos de Sines.

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