Depois da reintegração da EMEF na CP, a reversão da fusão entre a Estradas de Portugal e a Refer pode ser o próximo passo para revitalizar a ferrovia.

O ministro das Infraestruturas defendeu hoje que “está na altura de avaliar” os resultados da fusão entre a Refer e a Estradas de Portugal e o seu “impacto na ferrovia”, que o Governo quer revitalizar.

Em declarações aos jornalistas em Guifões, Matosinhos, nas oficinas da Refer que vão ser reactivadas para ali serem
reparadas composições da CP, Pedro Nuno Santos recusou, todavia, existir “uma posição definitiva” ou uma “decisão tomada” para reverter a fusão e separar a gestão da ferrovia e da rodovia, explicando estar em causa “uma ideia para se trabalhar”, com “calma e sem qualquer divergência interna”.

O governante recusou, assim, a existência de qualquer divergência entre a sua posição e a do primeiro-ministro, como sugere a Comissão de Trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP), entidade que, em 2015, passou a agregar a Refer e a Estradas de Portugal.

O “Público” noticiou hoje que Pedro Nuno Santos “quer voltar a separar ferrovia da rodovia”, acabando com a IP, de acordo com informações da Comissão de Trabalhadores daquela empresa pública, que destaca que o ministro tem uma posição “em tudo contrária ao que o chefe do actual Governo pensa e tem defendido”.

No âmbito da revitalização da ferrovia e da CP, o Executivo decidiu recentemente a reintegração da EMEF na CP, a concretizar até ao final do ano. Entretanto foi nomeado o novo Conselho de Administração da CP, maioritariamente constituído por quadros, ou ex-quadros, da EMEF.

Uma decisão sobre a cisão da Infraestruturas de Portugal só deverá ser tomada pelo governo saído das próximas Legislativas.

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