É oficial mas poderá não ser ainda definitivo. A Grécia assinou com a chinesa Cosco a privatização do porto do Pireu mas o ministro do Transporte Marítimo está contra o negócio.

Porto do Pireu

A HRAF (agência grega de privatizações) e a Cosco China Shipping assinaram este fim de semana, em Atenas, o acordo para a privatização de 67% da Autoridade Portuária do Pireu, o maior porto do país. A assinatura decorreu na residência oficial do primeiro ministro.

Quem não aceita a transacção é o ministro do Transporte Marítimo, para quem “a venda do porto é feita para servir os credores [troika] e não para efeitos de desenvolvimento.

Theodoros Dritsas critica a actuação da agência estatal para as privatizações, a HRAF, a quem acusa de agir como “um estado dentro do Estado. É uma autoridade que decide em paralelo ao governo eleito pelo povo grego. Temos de restringir a actuação inaceitável da HRAF”.

O ministro do governo de Alexis Tsipras garante, por isso, que “ainda há muito a fazer até à venda das acções, em Junho”. E deixa já a promessa de criar uma nova autoridade portuária para o Pireu.

Investimento chinês pode chegar aos 1,5 mil milhões

O negócio representa um encaixe de 368,5 milhões de euros para os depauperados cofres públicos gregos. Mas a HRAF sublinhou, em comunicado citado pela AFP, que o investimento total chinês ascenderá a 1,5 mil milhões de euros se se considerarem, entre outros elementos, os investimentos previstos de 350 milhões de euros e as rendas da concessão, avaliadas em 410 milhões de euros.

A Cosco já opera terminais de contentores no porto do Pireu desde 2008 e agora fica com a maioria da autoridade portuária até 2052.

Os termos do acordo já passaram no crivo do Tribunal de Contas grego. Terão agora de ser aprovados no Parlamento, para que o negócio fique concluído em Junho próximo.

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