Em Leixões, o ministro das Infraestruturas defendeu hoje o fim “de um desporto nacional que é o “pára-arranca”” das obras, mas escusou-se a comentar os projectos do porto nortenho.

Pedro Nuno Santos prosseguiu hoje, em Leixões e Viana do Castelo, a visita aos portos comerciais do Continente, cuja tutela herdou nesta legislatura do Ministério do Mar. Aos jornalistas, disse da vontade do Executivo em concretizar as obras decididas.

“Precisamos de infra-estruturas, sejam aeroportos, ferrovia, rodovia e portos marítimos para que o país possa continuar a desenvolver-se e todos possamos viver melhor. Temos de acarinhar estas infra-estruturas e continuar a desenvolvê-las. E acabar com um desporto nacional que é o pára-arranca, que tem caracterizado o passado português e é mau”, afirmou.

“Quando tomamos decisões, tomamos, estabilizamo-las e agora temos de as executar”, acrescentou o ministro das Infraestruturas e da Habitação.

O governante notou ainda ser preciso resolver os atrasos que surgem em obras públicas, muitos justificados por um sector da construção civil “muito mingado” por ter sido “muito atingido pela crise”, perdendo “dimensão e capacidade de resposta”.

“Os portos não são um problema. São um privilegio que as grandes cidades têm. Ter um porto é um privilégio. Matosinhos hoje é uma das cidades mais importantes do país e o Porto de Leixões é um contribuinte muito firme para que Matosinhos seja cidade de importância nacional”, destacou.

Questionado sobre a extensão do quebra-mar de Matosinhos, uma das obras previstas para o Porto de Leixões, o ministro escusou-se a falar de questões particulares.

Pedro Nuno Santos referiu estarem em causa “investimentos nos diversos portos, também no de Viana do Castelo, que podem rondar os 500 milhões de euros”.”São vários os investimentos que serão feitos e que são muito importantes para que o Porto de Leixões possa continuar a desenvolver-se e a servir o país”, disse.

A APDL lançou em Fevereiro o concurso público para o prolongamento do quebra-mar exterior e a melhoria das acessibilidades marítimas do Porto de Leixões, numa empreitada de 141 milhões de euros e com um prazo de execução de 30 meses.

 

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  1. Por culpa exclusiva de A Costa e Ana Paula Vitorino as renegociações dos terminais portuários portugueses só terminaram 4 anos depois, em consequência a Maersk e a MSC que constituem o maior consórcio mercante mundial realizaram os seus investimentos nos portos espanhóis e assim o terminal XXI assim como o futuro terminal Vasco da Gama ficaram vazios ou seja sem candidatos. Pior ainda, a Maersk vai desinvestir em Algeciras e investir em Tanger e a MSC em Valência !!