A reparação de emergência das linhas de caminho de ferro do Sena, Limpopo e Ressano Garcia custou até ao momento 22,4 milhões de dólares, disse em Maputo o presidente da estatal Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM).

Rosário Mualeia precisou que oito milhões de dólares foram aplicados na reparação da linha do Sena, 4,8 milhões na linha do Limpopo e 9,6 milhões na de Ressano Garcia.

As linhas do Sena, que liga a região carbonífera de Moatize ao porto da Beira, e do Limpopo, que liga o Zimbabué ao porto de Maputo, fecharam ao tráfego em meados de Janeiro devido a estragos causados pelas cheias, e a linha de Ressano Garcia, que assegura grande parte das importações e exportações sul-africanas através do porto de Maputo, foi encerrada a 19 de Fevereiro, na sequência de um descarrilamento que causou a destruição de uma ponte ferroviária.

Apesar de já reabertas ao tráfego após as reparações de emergência, as linhas do Sena e do Limpopo continuam a ser usadas de forma condicionada, devendo ser submetidas a novas intervenções num futuro próximo, enquanto a linha de Ressano Garcia continua encerrada, enquanto decorrem os trabalhos de reconstrução da ponte.

Na abertura da XVII Reunião Anual de Directores dos CFM, Rosário Mualeia disse que, não obstante estes problemas, nos últimos três anos a empresa tem vindo a ser bem sucedida na sua actividade, com os resultados a reflectirem o crescimento em todas as vertentes.

Em 2012, prosseguiu Mualeia, o lucro antes de impostos situou-se em 2,6 mil milhões de meticais, o dobro do registado em 2011, devido ao aumento do tráfego ferroviário e portuário, resultante dos investimentos feitos nesse sentido.

“No plano operacional, de Janeiro a Dezembro de 2012 os CFM tiveram um desempenho positivo na área portuária, tendo sido manuseadas 25,7 milhões de toneladas de carga diversa, contra 19,4 milhões de toneladas em 2011, e foram transportados 292 milhões de passageiros, contra 248 milhões em 2011”, referiu Mualeia, citado pelo matutino Notícias, de Maputo.

Entretanto, a Vale Moçambique anunciou ao mercado a retoma das exportações do carvão de Tete, interrompida, “por motivos de forma maior”, no passado dia 15 de Fevereiro.

A interrupção da circulação dos comboios da linha do Sena, por causa das cheias, terá impedido a Vale Moçambique de expedir cerca de 500 mil toneladas de carvão. Ainda assim, a empresa reafirmou na semana passada o objectivo de exportar este ano 4,9 milhões de toneladas de carvão de Moatize.

A Vale começou as exportações de carvão moçambicano em 2011, mas no ano passado teve de reduzir para quase metade os a de produção e exportação por falta de capacidade da linha do Sena para realizar os comboios necessários.

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