Moçambique está a investir na melhoria das acessibilidades marítimas aos seus portos, de modo a permitir a operação de navios de maiores dimensões e a laboração durante mais tempo.

Moçambique - Porto da Beira

A dragagem do porto de Quelimane, na província da Zambézia, iniciar-se-á ainda este mês e prolongar-se até Janeiro, anunciou o ministro dos Transportes e Comunicações, citado pelo “Notícias de Moçambique. Prevê-se a retirada de 320 mil metros cúbicos de sedimentos, o que deverá permitir atingir fundos de -5 metros. Serão as primeiras dragagens naquele porto há pelo menos cinco anos, sublinhou o dirigente.

Carlos Mesquita acrescentou que o porto de Maputo está bem, tendo passado de -9 para -14 metros de profundidade, enquanto o porto da Beira, que é de maré, apresenta-se com condições razoáveis de acostagem de navios, com uma média de -8 metros de profundidade ao longo do canal de acesso.

O ministro sublinhou que, por causa das descargas do rio Pungué, a dragagem do porto da Beira está anualmente fixada em 2,5 milhões de metros cúbicos, tendo a Empresa Moçambicana de Dragagem (Emodraga) atingido no primeiro semestre 1,25 milhões de metros cúbicos.

Ainda no porto da Beira, as operações de manutenção das 22 bóias instaladas ao longo do canal de acesso permitiram de novo a circulação nocturna de navios até 60 mil toneladas de arqueação bruta, contra as anteriores 30 mil toneladas.

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