O governo de Moçambique equaciona a construção de uma nova linha férrea, alternativa aos corredores da Beira e Nacala, para facilitar o escoamento do carvão de Moatize.

A nova linha deverá sair da cidade da Beira, passar por Mocuba, na vizinha Zambézia, e terminar no porto de Nacala, de acordo com a ministra moçambicana dos Recursos Minerais, citada nos media locais.

Os recursos conhecidos da Bacia de Moatize, em Tete, permitem prever que Moçambique poderá exportar mais de 100 milhões de toneladas de carvão nos próximos 15 a 20 anos. A brasileira Vale é a responsável pela extracção do minério. Resta resolver o transporte para o porto de Nacala (preferencialmente) e da Beira.

A linha de Nacala, agora também controlado pela Vale, levará cinco anos até estar operacional, para uma capacidade de transporte anual de 25 milhões de toneladas, avança a imprensa moçambicana.

Já a linha do Sena tem uma capacidade de apenas seis milhões de toneladas/ano, devendo duplicá-la entre 2014 e 2017.

A Estratégia para o Escoamento do Carvão, apresentada pela Associação para o Desenvolvimento do Carvão Mineral, propõe várias soluções, entre as quais a utilização do curso do rio Zambeze e a construção de uma nova linha, paralela à do Sena.

Entretanto, ainda em Moçambique, o governo prevê impulsionar este ano a construção da desejada linha Norte-Sul, que deverá cruzar todo o país, desde o Rovuma a Maputo, favorecendo a circulação de pessoas e bens. Mas o projecto é ainda incipiente, havendo apenas a certeza de que custará muito milhões.

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